segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Webjornalismo

Semana passada apresentei, junto com a Adriana, Elaine, Jociane, Lívia e Marcos, um trabalho sobre webjornalismo. Estudar as minúcias do webjornalismo me fez refletir além da conta e perceber que foi muito interessante estudar sobre um tema que está em constante evolução. Mesmo não sendo jornalista, gosto muito de saber o que acontece nessa área, com os profissionais e as mudanças que ocorrem a todo o momento.

Uma das partes que, particularmente, achei mais interessante nesse trabalho, foi a mudança na maneira com que as notícias vão ao ar na web.

Com base nos textos de João Canavilhas (http://www.ca.ubi.pt/canavilhas/) - Webjornalismo: Considerações gerais sobre jornalismo na web, 2001 e Webjornalismo: Da pirâmide invertida à pirâmide deitada, 2004 - vou desenvolver esse post de hoje.

No início da internet, as agências notícias online somente transportavam as matérias impressas para o mundo virtual. Utilizavam-se da pirâmide invertida (Lead, dados secundários e finais), assim como nas matérias impressas e a interatividade era quase impossível. Os veículos ainda não tinham noção da dimensão que a web poderia dar para as notícias.

Com o tempo, a história de “nós escrevemos, vocês leem” foi ficando ultrapassada. Hoje não é mais necessário esperar dias para se obter uma resposta aos questionamentos feitos aos jornalistas sobre determinada matéria. Os questionamentos que antes eram feitos por correspondência, que demoravam dias para serem respondidos, agora podem ser apresentados e respondidos quase instantaneamente.

A maneira de escrever uma matéria para a web também sofreu alterações. Na realidade, utilizar somente a pirâmide invertida já não é suficiente. Canavilhas defende a utilização da pirâmide deitada, que amplia as possibilidades de conhecimento das pessoas. Em seu último nível de leitura, que abrange Unidade Base (Lead), Nível de Explicação, Nível de Contextualização e Nível de Exploração, a notícia é ligada à arquivos externos, dando ao leitor maior possibilidade de aprofundamento no assunto por meio de inúmeros hiperlinks.

É na perspectiva de aprofundamento “sem limites” que as tecnologias ajudam tanto os leitores, quanto os jornalistas. As matérias são acompanhadas de recursos multimídia – vídeos, fotos, áudio – e há fóruns e debates sobre os diversos assuntos, além da possibilidade de retrospectivas sobre os assuntos de interesse de cada leitor.

O que vemos, hoje em dia, é uma infinidade de assuntos e a chance da liberdade de leitura. Cada leitor monta sua estrada de leitura de acordo com suas expectativas e não perde o “fio da história”.

 
Cristiane Teixeira

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